segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Vida

Postado por Paulo Coelho em 28 de junho de 2009 às 00:37



A vida é como uma grande corrida de bicicleta. cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.

Na largada, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.

Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço. Sim, vale. É só não desistir.

domingo, 21 de junho de 2009

gosto do que me tira o fôlego. venero o improvável. almejo o quase impossível. tenho o desassossego dentro da bolsa... e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. e - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. ontem, eu perdi um sonho. hoje acordei encontrando um melhor pra sonhar. bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. e chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Já não quero ser grande, forte, inatingível. Quero ser, por hora, de um tamanho que eu ainda me reconheça, que ainda saiba me encontrar no passado ou um dia no futuro. Quero ser humana, quero ser carne e osso, quero sentir, quero tocar, quero poder ser isso que sou na medida qualquer do tempo, estar sempre pronta a me recompor das tempestades. Não devo estar tão errada...Há tanta água no oceano que se deixa evaporar pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva..."-


Cáh Morandi -              


 ܓ

domingo, 14 de junho de 2009

Irreversível!




Meu grito é inaudível, por certo. Continuo a correr sôfrega, contra a maré imensa e alta dos desencantos. Vejo passar a fúria e o silêncio… Eu tenho a obrigação de ser colorida. A vida, cinza. É, eu sei, de quando em quando invertemos os papéis e a vida fica tão azul e aqui dentro tão amargo. Não me agrada este devezenquandário de acasos, me dóem as repetições mas eu sei - é, eu sei que lá no fundo os sentimentos não mudam, nós é que mudamos. Eu sou mulher, viva. E por dentro sou mais viva ainda, porque a vida pulsa desenfreadamente em mim. Quero, sim, tirar dela até a última gota mesmo desencantada. Eu esqueço o tic-tac dos relógios e das incansáveis brigas com o tempo. Disseram-me uma vez que o tempo é interno, mas o tempo aqui -dentro de mim- é tão vago que quase inexiste. Queria dizer p’ra mim mesma que tudo passa, tudo passa… Um mantra p’ra esquecer as angústias e dormir em paz. Em pensar que tudo tende a ser subtração…Que cada barulho do pêndulo do relógio é um instante a menos de vida irrecuperável. Viver é irreversível.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu

Já tentei me descrever algumas vezes,
mas sempre esbarro nas primeiras linhas.
Detesto a idéia de que as pessoas possam criar expectativas a meu respeito.
Não quero iludir nem decepcionar ninguém.
Sou uma menina como tantas outras, repleta de sonhos, desejos, ideais. Quero viver com toda a plenitude que eu puder, quero aprender uma lição nova a cada dia.
Cair, levantar, tentar. Quero seguir meu caminho com a consciência de que fiz o melhor que pude,
de que cumpri meu papel sem pra isso passar por cima dos outros.
Extrovertida ao extremo, não consigo sorrir sem logo soltar uma gargalhada
e dificilmente fico mais de cinco minutos quietinha em um mesmo lugar. Gesticulo muito e não sei contar minhas estórias sem encená-las. Entretanto,
por trás da aparente desinibição esconde-se a menininha que quando pequena passava tardes inteiras brincando de escola, sozinha a não ser pela presença dos seus alunos imaginários,
refugia-se a garota que inventava seu próprio mundo no cor-de-rosa da sua casinha de pano da Turma da Mônica ou ao dar vida às suas bonecas Barbie.
Quem me vê andando por aí dificilmente percebe que aqui dentro encontra-se a menina que hoje trocou os brinquedos pelos livros,
a casinha pelo quarto..Introspectiva, tenho o dom
(ou defeitinho, como quiser)
de desligar do mundo vez ou outra e sei bem que isso costuma irritar quem convive comigo.
Não respondo quando chamam, não gosto de atender telefone.
Perco-me em meus devaneios, busco-me em meus questionamentos.
Dorminhoca, se eu achar um canto confortável e quentinho pode apostar que pego no sono e só acordo depois de um alerta mais insistente.
Aliás, ser acordada de forma brusca é a única coisa capaz de abalar meu bom humor.
Romântica, acredito no amor e em todo encantamento que esse sentimento pode trazer à vida das pessoas. Amo e amo muito. Amor amigo, fraterno ou apaixonado.
Não importa o tipo, mas sim sua grandeza, sua sinceridade.
Curiosa, queria ter respostas pra muitas de minhas dúvidas.
O que faço aqui? Por que isso? Por que aquilo? Por que ele? Por que eu? Todavia, entendi que o destino se encarrega de nos decifrar certos enigmas e quem procura os desvendar muitas vezes contenta-se com verdades inventadas.
Aprendi a viver um dia de cada vez.
Por isso hoje eu me contentaria em saber apenas o que aquela garotinha sonhadora de voz doce e olhar sapeca que um dia fui, pensa sobre a mulher que me tornei.
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εϊз
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou
ter um terremoto!