domingo, 21 de junho de 2009

gosto do que me tira o fôlego. venero o improvável. almejo o quase impossível. tenho o desassossego dentro da bolsa... e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. e - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. ontem, eu perdi um sonho. hoje acordei encontrando um melhor pra sonhar. bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. e chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Já não quero ser grande, forte, inatingível. Quero ser, por hora, de um tamanho que eu ainda me reconheça, que ainda saiba me encontrar no passado ou um dia no futuro. Quero ser humana, quero ser carne e osso, quero sentir, quero tocar, quero poder ser isso que sou na medida qualquer do tempo, estar sempre pronta a me recompor das tempestades. Não devo estar tão errada...Há tanta água no oceano que se deixa evaporar pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva..."-


Cáh Morandi -              


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domingo, 14 de junho de 2009

Irreversível!




Meu grito é inaudível, por certo. Continuo a correr sôfrega, contra a maré imensa e alta dos desencantos. Vejo passar a fúria e o silêncio… Eu tenho a obrigação de ser colorida. A vida, cinza. É, eu sei, de quando em quando invertemos os papéis e a vida fica tão azul e aqui dentro tão amargo. Não me agrada este devezenquandário de acasos, me dóem as repetições mas eu sei - é, eu sei que lá no fundo os sentimentos não mudam, nós é que mudamos. Eu sou mulher, viva. E por dentro sou mais viva ainda, porque a vida pulsa desenfreadamente em mim. Quero, sim, tirar dela até a última gota mesmo desencantada. Eu esqueço o tic-tac dos relógios e das incansáveis brigas com o tempo. Disseram-me uma vez que o tempo é interno, mas o tempo aqui -dentro de mim- é tão vago que quase inexiste. Queria dizer p’ra mim mesma que tudo passa, tudo passa… Um mantra p’ra esquecer as angústias e dormir em paz. Em pensar que tudo tende a ser subtração…Que cada barulho do pêndulo do relógio é um instante a menos de vida irrecuperável. Viver é irreversível.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu

Já tentei me descrever algumas vezes,
mas sempre esbarro nas primeiras linhas.
Detesto a idéia de que as pessoas possam criar expectativas a meu respeito.
Não quero iludir nem decepcionar ninguém.
Sou uma menina como tantas outras, repleta de sonhos, desejos, ideais. Quero viver com toda a plenitude que eu puder, quero aprender uma lição nova a cada dia.
Cair, levantar, tentar. Quero seguir meu caminho com a consciência de que fiz o melhor que pude,
de que cumpri meu papel sem pra isso passar por cima dos outros.
Extrovertida ao extremo, não consigo sorrir sem logo soltar uma gargalhada
e dificilmente fico mais de cinco minutos quietinha em um mesmo lugar. Gesticulo muito e não sei contar minhas estórias sem encená-las. Entretanto,
por trás da aparente desinibição esconde-se a menininha que quando pequena passava tardes inteiras brincando de escola, sozinha a não ser pela presença dos seus alunos imaginários,
refugia-se a garota que inventava seu próprio mundo no cor-de-rosa da sua casinha de pano da Turma da Mônica ou ao dar vida às suas bonecas Barbie.
Quem me vê andando por aí dificilmente percebe que aqui dentro encontra-se a menina que hoje trocou os brinquedos pelos livros,
a casinha pelo quarto..Introspectiva, tenho o dom
(ou defeitinho, como quiser)
de desligar do mundo vez ou outra e sei bem que isso costuma irritar quem convive comigo.
Não respondo quando chamam, não gosto de atender telefone.
Perco-me em meus devaneios, busco-me em meus questionamentos.
Dorminhoca, se eu achar um canto confortável e quentinho pode apostar que pego no sono e só acordo depois de um alerta mais insistente.
Aliás, ser acordada de forma brusca é a única coisa capaz de abalar meu bom humor.
Romântica, acredito no amor e em todo encantamento que esse sentimento pode trazer à vida das pessoas. Amo e amo muito. Amor amigo, fraterno ou apaixonado.
Não importa o tipo, mas sim sua grandeza, sua sinceridade.
Curiosa, queria ter respostas pra muitas de minhas dúvidas.
O que faço aqui? Por que isso? Por que aquilo? Por que ele? Por que eu? Todavia, entendi que o destino se encarrega de nos decifrar certos enigmas e quem procura os desvendar muitas vezes contenta-se com verdades inventadas.
Aprendi a viver um dia de cada vez.
Por isso hoje eu me contentaria em saber apenas o que aquela garotinha sonhadora de voz doce e olhar sapeca que um dia fui, pensa sobre a mulher que me tornei.
.
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εϊз

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Quando uma etapa chega ao fim...



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra-te :“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Soneto da Saudade!

Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E eternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!

Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas ...
E a te expressar que este amor em nós ungido
Suportará toda distância sem problemas ...

Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
Lembrar-te-ás toda a ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos ...
Nem a distância apaga a chama da paixão.

(Guimarães Rosa)
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou
ter um terremoto!