quarta-feira, 29 de abril de 2009

As indagaçoes.

A resposta certa,
não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas.

Mario Quintana.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Inacabado


Gosto do modo carinhoso do inacabado,

do malfeito,

daquilo que desajeitadamente

tenta um pequeno vôo

e cai sem graça no chão.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Saudade...




Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vá em frente sem olhar para trás!


Outro dia, uma consulente que refletia sobre um relacionamento que tinha ido por água a baixo me disse de forma enfática:
"Eu protejo as minhas escolhas".
A frase me pegou.
Já tinha pensado sobre a questão, mas nunca tinha escutado
a idéia expressa assim, de forma tão pontual.




Sim, proteger as nossas escolhas.


A gente demora tanto tempo para decidir entre uma coisa e outra, pesar prós e contras, encarar as oscilações da balança...
Deixar de lado o caminho conhecido, confortável.
Noutras vezes, a opção é mais radical: ou muda-se de vida ou muda-se de vida.
Sem saída: aquilo que nos dá absoluta segurança vai dançar.
Não há garantias. Respira-se fundo, levanta-se a cabeça e diz-se: "Eu vou". Mas vai pra onde?




E aí começa o processo de pesagem.
Não raro, alguém sai magoado.
Os mortos e os feridos. Sem esforço não há crescimento.
E existem os sacrifícios. Desapegos. Coisas que a gente não quer largar.
Como ir pra frente sem olhar pra trás? Pois é. Mas não tem jeito. A decisão precisa ser tomada. E depois disso, só há o futuro. Não dá pra voltar.





Proteger as nossas escolhas.
É o justo, depois da coragem de colocar todas as fichas na mesa.
Tanto trabalho não pode ser jogado fora assim, com uma marcha-ré na primeira dificuldade.
Há que se proteger a opção calculada, refletida, pesada na balança nem sempre equilibrada da vida. A escolha é livre! E sempre nossa. Sempre.
Quem diz que não teve escolha, escolheu não escolher. Mas escolheu.




Proteger nossa opção é um ato de amor.
Uma questão de respeito para consigo mesmo.
É ruim olhar-se no espelho pela manhã e dar de cara com alguém que não mantém sua palavra. E saber que essa pessoa é você.
É, ainda, um ato de amor para com os outros - aqueles que ficaram no passado e aqueles que fazem parte agora, do nosso presente.
Por isso a importância de deter-se com atenção frente à encruzilhada e discernir com tempo e critério o novo rumo.



É claro que, vez ou outra, nos arrependemos.
Normalmente isso acontece quando nos deixamos pressionar e decidimos sem tempo suficiente para um veredicto profundo.
Ou quando a nossa escolha destina-se a agradar a alguém que não a nós mesmos.
É difícil agradar gregos e troianos.




Toda escolha acertada exige centramento. Às vezes a gente errou mesmo.
Aí então é melhor colocar o rabo entre as pernas e voltar sem muitos dramas.
Opção equivocada.
Essa conversa de "não me arrependo de nada que fiz na vida" é uma balela.
É só uma frase repetida sem reflexão.




Na história da humanidade, sabemos, o erro pode levar a um grande achado.
A penicilina, por exemplo, foi descoberta por causa de um vacilo de Fleming, uma situação imprevista.
Ou seja, podemos aprender, e muito, com o erro.
Basta que tenhamos abertura para mudar o ponto de vista.
O lugar de onde olhamos um evento nas nossas vidas faz toda a diferença.




Nesse momento também é bom levar em conta que o conceito de certo e errado está atrelado a nossa forma de pensar, algo construído durante anos
e com o respaldo da sociedade em que vivemos.
Mas será que o "erro" é realmente um erro?
Será que o "certo" é mesmo uma certeza?




O ideal é que possamos escolher sem pressões, calmamente,
podendo dar uma "visada" no futuro e vislumbrando como
ficaria nossa vida indo pelo caminho A, pelo caminho B, ou permanecendo.
Pois permanecer, insisto, também é uma escolha.




Veja lá o que vai fazer na próxima bifurcação.
Disso depende o seu bem-estar, a sua tranqüilidade mental no futuro.




E depois de feita a opção, proteja seu caminho, seja de flores ou de pedras.
Proteja as margens. Encerre os tijolos. Regue as rosas.
E segure firme nas mãos de quem vai junto.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mas há a vida...




Mas há a vida
que é para ser intensamente vivida,
Há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.

sábado, 18 de abril de 2009

O correr da vida




O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim:
esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
João Guimarães Rosa

sexta-feira, 17 de abril de 2009

EXPERIMENTE,ACREDITE,SONHE E OUSE!!!

Arriscar-se é viver...
Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.Mas...
é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida..."

(Soren Kiekegaard)
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou
ter um terremoto!