segunda-feira, 16 de março de 2009

ઇ‍ઉ

Eu não quero ser uma pessoa perfeita, vivendo uma vida perfeita. Eu quero meus defeitos. Meus efeitos. Quero tudo. Quero mais. Viva um dia de cada vez, respire, se desprendaa... esqueçaa... Esqueça da certeza de que " ano que vem vai ser melhor". É estranho, eu sei. Mas certeza a gente tem que ter hoje. Do agora. Sou da turma do improviso. Por isso,não me pergunte. Eu nunca sei o que vou sentir daqui a 5 minutos,2 meses,um ano. Sinceramente, não sei. E se sei, minto. Eu não vivo o futuro. Eu não sei que caminhos seguirei, que pessoas amarei. Eu nasci assim: conheço o fim e improviso o meio. Falta de juízo? Não sei. Preciso sentir antes de pensar. Só depois ajo. E vivo como vive quem planeja: bato a cabeça do mesmo jeito. Arrisco. Machuco. Sangro. Costuro. Me reconstruo. Cada um vive de um jeito. Eu preciso, eu mereço! Preciso porque me arrisquei. Mereço porque me ferrei. E me ferrei porque quis. Resultado? Aprendi. Ponto pra mim! Quanto maior o grau de dificuldade, maior o prêmio. Não é assim? (A gente tem o que precisa, não o que quer.) Minha vida é assim. Me atrevo. Corro, tropeço, me aventuro e vou. Quero me descobrir por aí. Descobrir o que há de melhor e pior em mim, minhas verdades, meus silêncios, meus segredos. Ter orgulho de quem sou. Eu sou criança. E vou crescer assimmm. Gosto de abraçar apertado, beijar com carinho, olhar com verdade, suspirar de emoção, sentir alegria, inventar mundos, inventar amores!! Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir. Existem coisas que não precisam ser explicadas. O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Eu acho que as pessoas são sempre grandes. Ingênua? Talvez. Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas tenho lápis-de-cor e o amor que aprendi em casa.
Tenho um coração maior do que eu. Nunca sei minha altura... tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida. Coragem eu tenho um monte. E medo tbm.
Tenho medo de filme de susto, das pessoas, de mim. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou.
Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, se vai ter fim, se vai dar certo.
Sempre pergunto se eu estou feliz, se eu estou linda, se eu posso levar pra casa.
Nada de meias-palavras, pois palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, sonho acordada, sonho dormindo, choro quando dói, quando não dói.
E eu amo. Amo igual criança. Amo com todas as letras. A-M-O.
Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas.
Sem censura.
Sem pudor. Sem vergonha. Quer me entender? Não precisa e nem vai conseguir!!! Quer me amar? Me dê um chocolate... um bilhete. Não importa.
Porque sou criança e criança gosta de bjo, abraço e surpresa. Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida.
Fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu...

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Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou
ter um terremoto!